Não, não vou falar de alguma boate ou de algum caso gay. Só estou lembrando de uma fase da minha vida; Aquela em que conheci o Paulinho, do texto lá de baixo.
Bom, eu era um adolescente solitário e tinha conseguido o emprego de boy numa metalúrgica. Era duro pra caramba, em todos os sentidos. Namorada, nem pensar, tímido do jeito que era. Meus únicos prazeres eram observar o mundo e dar meus passeios, solitários também, nos fins de semana.
Era uma tarde se sexta e eu estava numa fila de banco, pra variar. E percebi aquela figura impaciente atrás de mim; Usava uma camisa do fluminense por baixo de um macacão jeans e uns óculos redondos que tornavam ainda mais engraçada a sua cara de ‘maluco beleza’.
- Pô, acho que vou acampar no fim de semana. ‘Vamo’?
- Eu nunca acampei. Nem nunca viajei pra lugar nenhum. ’Vambora’
- Tá, eu tenho uma lona, agente se vira. Vamos pra Arraial do Cabo. Me encontra na Praça XV, às oito.
Resumindo: Aconteceu de tudo naquele fim de semana. Fomos roubados, quase presos, dormimos na chuva e conhecemos umas meninas que trabalhavam na padaria e nos deram muito mais do que abrigo e lanche de graça.
Era assim o Paulinho; uma surpresa e uma aventura (nem sempre muito boa de lembrar) a cada minuto. Me apresentou a todos os boys da cidade. E eles formavam uma organizada e informal associação, tirando vantagens inimagináveis de cada momento de nossa rotina: O troco nos correios, as facilidades nos bancos, o lanche medíocre transformado em banquete... Um verdadeiro doutorado pelas ruas do centro. Passei a conhecer e a amar cada bequinho, a tratar com carinho e respeito cada engraxate, cada porteiro, cada segurança. A conhecer suas vidas e o quanto cada um tinha a ensinar com suas experiências.
Minha vida cultural passou a ser agitada e intensa. Cinema, concertos no Municipal, teatro. Tudo de graça, com o jeitinho que cada conhecido dava. Conheci o Jornal do Brasil e aprendi a ler de tudo, vício que trago até hoje.
O tempo passou, conheci outros grupos, vivi muitas experiências por essa vida. Mas até hoje, quando passo pelo Centro da Cidade, ou quando vejo um garoto carregando apressado uma pasta, lembro com um carinho e uma saudade enorme daquela época sofrida, difícil, mas que me trouxe ensinamentos que guardo até hoje como um pequeno tesouro. E que fazem com certeza, minha vida muito melhor. Obrigado Paulinho. Obrigado, The Boys.
Era uma tarde se sexta e eu estava numa fila de banco, pra variar. E percebi aquela figura impaciente atrás de mim; Usava uma camisa do fluminense por baixo de um macacão jeans e uns óculos redondos que tornavam ainda mais engraçada a sua cara de ‘maluco beleza’.
- Pô, acho que vou acampar no fim de semana. ‘Vamo’?
- Eu nunca acampei. Nem nunca viajei pra lugar nenhum. ’Vambora’
- Tá, eu tenho uma lona, agente se vira. Vamos pra Arraial do Cabo. Me encontra na Praça XV, às oito.
Resumindo: Aconteceu de tudo naquele fim de semana. Fomos roubados, quase presos, dormimos na chuva e conhecemos umas meninas que trabalhavam na padaria e nos deram muito mais do que abrigo e lanche de graça.
Era assim o Paulinho; uma surpresa e uma aventura (nem sempre muito boa de lembrar) a cada minuto. Me apresentou a todos os boys da cidade. E eles formavam uma organizada e informal associação, tirando vantagens inimagináveis de cada momento de nossa rotina: O troco nos correios, as facilidades nos bancos, o lanche medíocre transformado em banquete... Um verdadeiro doutorado pelas ruas do centro. Passei a conhecer e a amar cada bequinho, a tratar com carinho e respeito cada engraxate, cada porteiro, cada segurança. A conhecer suas vidas e o quanto cada um tinha a ensinar com suas experiências.
Minha vida cultural passou a ser agitada e intensa. Cinema, concertos no Municipal, teatro. Tudo de graça, com o jeitinho que cada conhecido dava. Conheci o Jornal do Brasil e aprendi a ler de tudo, vício que trago até hoje.
O tempo passou, conheci outros grupos, vivi muitas experiências por essa vida. Mas até hoje, quando passo pelo Centro da Cidade, ou quando vejo um garoto carregando apressado uma pasta, lembro com um carinho e uma saudade enorme daquela época sofrida, difícil, mas que me trouxe ensinamentos que guardo até hoje como um pequeno tesouro. E que fazem com certeza, minha vida muito melhor. Obrigado Paulinho. Obrigado, The Boys.
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