CARNAVAL, NÉ?

Carnaval de novo.
Para muita gente, só uma desculpa pra se mandar. Para outros, sobrevivência, ganhar um dinheirinho. Para alguns, a própria vida, religião, devoção, razão de ser.
E pra mim; pernambucano meio gringo, perdido aqui pelo Rio?
Sei dizer, não. Acho que fico assim, meio indiferente. Será?
Não, não mesmo. Corre forte nas minhas veias o sangue de um brasileiro apaixonado, passional e emotivo.
Não sei sambar e jamais vestiria uma fantasia. No máximo, poderia ser visto com aqueles típicos dedinhos pra cima, totalmente sem noção, provavelmente depois de umas caipirinhas.
Mas caramba; como me toca, me emociona e me encanta tanta paixão, tanta cultura e tanta história por trás dessa explosão cultural que alguns chamam simplesmente de ‘festa’.
Alguém já prestou atenção na história da Mangueira, dos seus personagens? Já reparou no verdadeiro transe dos dançarinos e dançarinas do Olodum, do Afroreggae, do Ilê? A majestade e o simbolismo do casal de mestre-sala e porta bandeira. A energia forte e vibrante do povo do frevo, o grupo de moças lindas de shortinho jeans e tiaras de estrelinhas acompanhando o Simpatia, os caras de vestidinho rosa homenageando aquela moça de Sampa no Imprensa... Aliás, capítulo à parte os nomes do blocos cariocas: Simpatia é Quase Amor, Imprensa que eu Gamo, Rola Preguiçosa, Suvaco do Cristo. A lista não para de crescer.
Tinha aquele cara no caminhão do ‘Imprensa’; verdadeiro “Vadinho”, de toalha na cintura, talvez nada por baixo, com a alma entregue. E olha que o carnaval nem começou. Depois deve voltar a ser algum advogado ou engenheiro da vida.
Teve o palavrão da minha sobrinha Carol, vendo da arquibancada a bateria da Viradouro subir e descer do carro alegórico, puxada por aquela Juliana Paes.
Tem tanta coisa; Esse ano tem Martinho falando de Noel, Tem a Ilha da Yasmin dizendo que voltou. E tem Neguinho de novo.
Carnaval? É, acho que vou dar uma olhadinha por aí.

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