Robinho fez o gol e não fez coreografia, não dançou, nem correu pra comemorar. Nem sequer abriu aquele seu sorriso largo, bonito. Ao contrário, se ajoelhou no campo e com o semblante tenso, esquisito, levantou as mãos para o céu e balbuciou algumas palavras, talvez algum tipo de oração.
Na beira do campo Dunga, com aquele corte de cabelo de mariner americano ou soldado da SS nazista e com seu casaco a la ‘Pequeno Príncipe’, comemorava como um general que acabou de dizimar um batalhão inimigo comemoraria.
Nunca um sorriso no olhar, nunca uma frase espontânea, nunca a alegria que a torcida tentava em vão lhe transmitir. Para a imprensa, palavrões e respostas duras, irônicas ou vagas. Para seus comandados, o isolamento, a clausura, a disciplina marcial, militar.
Kaká, menino bonzinho, obediente. Lúcio, raçudo, lutou, lutou muito. Ruan, classudo, mostrava lampejos do craque que sempre foi. Só que a energia que vinha do ‘banco’ estava mais pra Felipe Mello e seu bando de ‘volantes’, 'cabeças de área', ou 'cabeças de bagre', como dizia meu queridíssimo e saudoso João Saldanha.
Dunga é um ser amargo, pesado. Nada a ver com a alegria e a leveza do nosso futebol. Devia ser processado por perdas e danos. Por tirar a alegria desse povo, por calar a festa. E ainda por cima, acabou com nossos feriados. Um verdadeiro Mané, na linguagem das peladas.
Mas e o Robinho? Resta a esperança de que novos tempos virão. Robinho vai voltar a ser aquele moleque travesso que gostamos de ver, de preferência acompanhado dos moleques Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaucho. Nunca mais aquele pesadelo, nunca mais aquele Robinho Talibã.
Mas e o Robinho? Resta a esperança de que novos tempos virão. Robinho vai voltar a ser aquele moleque travesso que gostamos de ver, de preferência acompanhado dos moleques Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaucho. Nunca mais aquele pesadelo, nunca mais aquele Robinho Talibã.
Irapuã
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