O olhar dela não estava mais aqui.
Não sei se ainda existia algum tipo de vida em seu corpo, embora os homens que tentavam reanimá-la acreditassem nisso. Mas o olhar com certeza não estava mais aqui.
Foi embora a moça. Era bonita, muito bonita. E com certeza acreditava em coisas boas. Afinal, estava ali pedindo justiça, pedindo liberdade, como fizeram tantos e tantos jovens por esse mundo afora. E infelizmente, muitos como ela, também pagaram com a vida.
Não me sai da cabeça aquele olhar. Será que valeu alguma coisa? Acho que não. Nosso líder, que um dia imaginávamos, pensava como ela, e que participou de muitas caminhadas por justiça como ela, disse que não foi nada. Mas ele não conta, já faz tempo que passou pro outro lado, e isso é outra história, outra complicada e vergonhosa história.
Devia ter muitos sonhos a moça, afinal ainda era muito, muito moça. As coisas que ela viveria, seriam diferentes das que nos fazem felizes aqui. Mas com certeza seria feliz a moça.
Ela não via esse mar lindo que é nosso quintal. Talvez nem conhecesse nossa música. Nunca dançou alegre numa noite despretensiosa com o pessoal do ‘Nós do Morro’, nem nunca conversou fiado na grama da Barra, comendo churros e esperando um disco voador que não apareceu.
Mas devia ser feliz a moça. Tinha aquele brilho no olhar de quem acredita que a vida podia ser melhor. E achava justo fazer a sua parte.
Mas o olhar, cheio de juventude e esperança, não estava mais aqui. É triste, muito triste.
Foi embora a moça. Era bonita, muito bonita. E com certeza acreditava em coisas boas. Afinal, estava ali pedindo justiça, pedindo liberdade, como fizeram tantos e tantos jovens por esse mundo afora. E infelizmente, muitos como ela, também pagaram com a vida.
Não me sai da cabeça aquele olhar. Será que valeu alguma coisa? Acho que não. Nosso líder, que um dia imaginávamos, pensava como ela, e que participou de muitas caminhadas por justiça como ela, disse que não foi nada. Mas ele não conta, já faz tempo que passou pro outro lado, e isso é outra história, outra complicada e vergonhosa história.
Devia ter muitos sonhos a moça, afinal ainda era muito, muito moça. As coisas que ela viveria, seriam diferentes das que nos fazem felizes aqui. Mas com certeza seria feliz a moça.
Ela não via esse mar lindo que é nosso quintal. Talvez nem conhecesse nossa música. Nunca dançou alegre numa noite despretensiosa com o pessoal do ‘Nós do Morro’, nem nunca conversou fiado na grama da Barra, comendo churros e esperando um disco voador que não apareceu.
Mas devia ser feliz a moça. Tinha aquele brilho no olhar de quem acredita que a vida podia ser melhor. E achava justo fazer a sua parte.
Mas o olhar, cheio de juventude e esperança, não estava mais aqui. É triste, muito triste.
A vida continua; Sempre vão existir moças corajosas e idealistas como ela. E infelizmente, homens como os que a silenciaram, ou como nosso líder que em nome sabe-se lá de que, acha isso justo e normal.
Seja feliz onde estiver moça. E que seu olhar que não estava mais aqui, esteja brilhando em algum lugar de paz.
Seja feliz onde estiver moça. E que seu olhar que não estava mais aqui, esteja brilhando em algum lugar de paz.
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